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Memórias

Acho que a música exerce um papel fundamental em nossas memórias, ela pode trazer lembranças tristes, alegres, românticas, enfim durante toda nossa vida, a música vai estar associada a determinados momentos.

Outras duas coisas que também ativam determinadas parte do nosso cérebro nos trazendo de volta um tempo que já passou. São elas; o perfume e a comida. Sobre o perfume lembro, por exemplo, de uma professora da primeira série que adorava Chambley, O nome dela era Tia Lucinha. Pois bem, todas as vezes ,mesmo passado alguns anos, que eu sentia aquele cheiro adocicado, meus olhos procuravam em volta achando que a Tia Lucinha estava por perto.

Comida é a mesma coisa. Minha mãe já faleceu há quinze anos mas o cheiro e principalmente o gosto do seu tempero, dos seus bolos, ficarão para sempre na minha memória mesmo que eu coma as comidas mais gostosas, preparadas pelos melhores restaurantes do planeta. Ninguém ocupará o lugar da comidinha da mamãe.

A música então nem se fala, lembro a primeira vez que vi um cara tocando violão numa festa na vizinha da minha vó, na pequena cidade de Senhor do Bonfim.
A música começava assim “Tarde Fria, sozinho espero, e você não vem, desespero”.
O cara cantava e chorava, não me perguntem por que.

Mas aquela canção e aquela cena, ainda me lembro até hoje e lá se vão quase 60 anos. Se eu for enumerar todas as músicas que me marcaram, teria que ter um espaço do tamanho de um livro grosso pra caber.

Assim também acontece com os comerciais. Quem da minha época não curtiu os porquinhos da casa da banha cantando o “Vou dançar o tcha tcha tcha, Casas da Banha”?
Tinha um seriado de uma cara que se vestia todo almofadinha e usava uma bengala, o tempo era o do Faroeste americano. O patrocinador era o sabonete Cinta Azul. Eu lembro ainda da letra e da música e quando canto me remete aos anos 1960. “- O sabonete Cinta azul tem o prazer de apresentar o maior filme de Cowboy…Bat Masterson, .Bat Masterson” e por aí vai.

Tenho muito orgulho de ter composto Na rua, na chuva, na fazenda (Casinha de sapê) e volta e meia ouvir alguém falar que essa é uma música que marcou a sua vida, é um presente divino.

Uma vez eu estava numa festa na casa do Chico Anysio e encontrei o Chico Buarque colega de gravadora e de peladas, ele me apresentou a sua esposa Marieta Severo e disse: – Marieta, esse é o Hyldon, autor da “nossa” música.

Ganhei a noite!!!!!!

Hyldon, Cantor e Compositor
www.hyldon.com.br

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