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O áudio em minha vida

Uma frustração na minha vida é não tocar violão. Ficava fascinado quando ainda criança, assistia Roberto Menescal tocando nas férias com meus pais. Era um luxo que adorava ouvir e cantar junto.

Nos tempos de colégio, bem que insisti. O tal do violão fazia sucesso com as meninas, e eu não. Tinha um bom ouvido, mas não tinha a mínima habilidade com as cordas. Me restava ser amigo dos caras que tocavam. Nesta época, para tristeza dos meus pais e dos vizinhos, gostava de ACDC, Iron Maden, Whitesnake.

Aos 18 entrei pra faculdade, ainda sem tocar absolutamente nada de violão, mas novamente amigo de uma turminha que tinha uma banda. Desta vez, de reggae. Fazia as fotos dos shows, releases e as capas dos CDs. Fumei muita erva neste período. E acabei perdendo um período por causa disso.

A vida passou e o tempo para me dedicar ao violão também. Mas a paixão pela música continuou.

Alguns fatos curiosos.

Em 97 fui trabalhar em São Paulo para a Harley-Davidson. Lá fui intimado a conhecer o local onde uma banda faria seu show de estréia para colocar uma moto no palco. Fiquei maravilhado e acabei assistindo ao ensaio dos até então desconhecidos Charlie Brown Jr.

Depois de um ano, voltei ao Rio. E como precisava de um bico, comecei a fotografar os concertos da Orquestra Sinfônica Brasileira. Uma limpeza auditiva onde ainda ganhava um trocado.

Para terminar, há uns poucos anos, meu pai ligou falando que o Menesca tinha convidado a gente para assistir a gravação de um DVD, com a participação de gringo que estava a fim de tocar com ele. Acabei despretenciosamente indo na gravação. E para minha surpresa, o tal gringo, era o Andy Summers. E o som, Police em ritmo de Bossa-Nova. Uma noite inesquecível.

O ponto desafinado disso tudo é que, após todos esses anos, continuo sem saber tocar uma única nota de violão. Nada grave. Nem agudo. Apenas uma leve frustração, mas um grande alívio para todos que apreciam uma música bem tocada.

A propósito, alguém conhece um bom professor?

Bruno Richter/Camisa 10

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