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O áudio em minha vida

Para falar de sobre o áudio em filmes, para mim é fácil, pois desde minha adolescência eu era apaixonado por filmes americanos e em sua maioria por filmes de suspense como os de Hitchcock.

Na minha pré-adolescência nos anos 70, a “Sessão da Tarde” e a “Sessão Coruja” exibiam clássicos do cinema americano dirigidos por Billy Wilder, Otto Preminger, Elia Kazan, Orson Welles, entre tantos outros americanos.

A parceira de Hitchcock com Bernard Herrmann, compositor de várias trilhas sonoras para os filmes dele, é um exemplo de como criar “uma marca registrada” em filmes. É só ouvir a música que logo associamos as imagens eternizadas de “Psicose”, “Marnie”, “Os Pássaros” e tantos outros.

Nos fim dos anos 30 e anos 40 e 50 o cinema americano se utilizou muito das trilhas sonoras e com temas dos personagens principais, filmes como “Laura”, “A Um Passo da Eternidade”, “Jezebel”, entre tantos outros clássicos.

O Cinema Europeu nos anos 60 e 70 também se utiliza de trilhas marcantes e constantes em acordo com as obras de cineastas como Visconti, Bergman, Faissbinder, Fellini, Rosselini, Pasolini, entre tantos outros gênios do cinema.

Mas recentemente temos as músicas de “Tubarão”, “O Exorcista”, “O Bebe de Rosemary”, etc, comprovando como uma trilha sonora é fundamental para ‘contar uma história’ e como parte do áudio de um filme pode permanecer no nosso inconsciente e sempre se associando a filmes que vimos.

Como diretor de cinema, não posso deixar de falar do “folley”, que é de suma importância para o resultado final de uma obra cinematográfica. Em um filme de suspense e/ou terror é crucial ter os sons de passos, portas, sussurros, etc. Esses “barulhos” são de suma importância para o clima e a estética de um filme desse gênero.

Um filme é uma obra áudio visual. Em um filme, às vezes um olhar diz mais que muitas palavras. Uma trilha sonora nos guia numa história para um determinado sentimento. O folley, que às vezes passa despercebido, é fundamental para compor uma determinada cena.

Do cinema mudo até hoje, o áudio se revelou ser parte imprescindível para o sucesso de uma obra cinematográfica.

Roberto Jabor é diretor e roteirista da Española Way Productions – EWP Films

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